27.7.04

Nem sempre o mundo foi desse jeito. Existem muitas histórias, algumas belas e repletas de heróis e donzelas. Outras são sombrias, e falam de guerras e mortes. Mas a maioria dessas fábulas eu ouvi na minha infância, e hoje elas não passam de uma memória antiga que lentamente desaparece com os anos...

Foi quando criança que os vi pela primeira vez. Éramos felizes em nossa vila, construída no topo das árvores. Tudo aquilo que precisávamos era retirado da floresta, e com ela vivíamos em harmonia. Mas um dia, à noite, pude ver seus fachos de luz azul-bruxuleante, iluminando a copa das árvores mais altas, e em seguida vieram os ruídos. Estampidos altos e secos, como tambores irrompendo em fúria, várias vezes. Depois disso, vieram os primeiros gritos, e só pude sentir os fortes braços do meu pai me carregando para fora da cama, para um lugar longe, muito longe daquela loucura.

No dia seguinte, à beira do rio que cruzava a floresta no seu lado oposto, ele me disse que nunca mais veríamos a minha mãe. Seu espírito já estava descansando com os Deuses, e eles seriam muito bondosos com ela. Eu preferi não acreditar, que por causa daqueles horríveis homens, minha mãe nunca mais voltaria. A partir desse momento nunca mais deixei meu pai, até o dia no qual ele desistiu de viver, e também ascendeu seu espírito.

Mas meu pai me treinou no caminho dos Deuses. Ele me ensinou várias coisas, como conversar com os elementos, as plantas e os animais. Também me mostrou como usar a energia da natureza ao meu redor para me proteger, e àqueles que eu amo. E por último, como canalizar toda a fúriado planeta, para se vingar daqueles que o insultam.

A segunda vez que encontrei com um deles foi há cerca de um ano atrás. Eles estavam dentro de um carro flutuante de aço-leve, e vinham para mais uma matança. Eram seis soldados, e pareciam surpresos quando as árvores caíam à sua frente na estrada. Dois deles saíram do carro, com suas armas de longo alcance, mas foi tarde demais. Trepadeiras estrangularam a ambos, e lentamente seus corpos caíam.

Os outros fugiram. Mas depois voltaram, com mais reforços. Muito estampidos foram ouvidos, e mais sangue foi derramado. Mas se assim tiver que ser, assim continuarei a lutar, e um dia meu espírito se juntará aos dos meus pais, numa terra abençoada onde todos descansam em paz...

A Rainha Negra Takhisis comanda seu exército de dragões / Lorde Soth, o cavalheiro da morte, arquitetando planos obscuros.



Os Heróis da Lança lutam contra um dragão negro.